Desde que Angola conquistou sua independência de Portugal em 11 de novembro de 1975, sua economia passou por diversas transformações. Inicialmente, o escudo português ainda era utilizado como moeda oficial, mas essa realidade mudou em 8 de janeiro de 1977, quando foi introduzido o kwanza como unidade monetária oficial do país. No entanto, ao longo dos anos, o valor do kwanza enfrentou oscilações drásticas devido às crises econômicas e às reformas financeiras.
O Declínio do Poder de Compra e os Desafios Econômicos
Quase cinco décadas após a substituição do escudo pelo kwanza, a economia angolana ainda enfrenta desafios significativos. A desvalorização da moeda nacional impacta diretamente o poder de compra dos cidadãos, agravado pela forte dependência do petróleo e a instabilidade dos preços dos produtos básicos. A moeda angolana tem perdido valor em relação às principais moedas estrangeiras, dificultando o desenvolvimento econômico e o crescimento do mercado interno.
As Mudanças na Estrutura Monetária ao Longo dos Anos
O kwanza sofreu várias transformações desde sua criação. O primeiro modelo foi o kwanza original (AOK), seguido pelo Novo Kwanza (AON), criado em 1990 para adaptar o país à transição do socialismo para a economia de mercado. Posteriormente, em 1999, foi introduzido o Kwanza Reajustado (AOR), numa tentativa de conter a hiperinflação e simplificar as transações financeiras.
Com a necessidade de maior estabilidade econômica, o Kwanza atual (AOA) foi implementado, tornando-se a moeda vigente. Em resposta às demandas do mercado e às mudanças econômicas globais, o Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou uma nova família de notas, conhecida como “série 2020”, com valores faciais de Kz 200, Kz 500, Kz 1.000, Kz 2.000, Kz 5.000 e Kz 10.000.
A Nova Família de Notas e Seus Diferenciais
A nova série de cédulas tem como diferencial um design que homenageia as belezas naturais de Angola:
- Kz 200 – Pedras Negras de Pungo a Ndongo (Malanje)
- Kz 500 – Fenda da Tundavala (Huíla)
- Kz 1.000 – Cordilheira do Planalto Central (Huambo)
- Kz 2.000 – Serra da Leba (Huíla)
- Kz 5.000 – Ruínas da Catedral de São Salvador do Congo (Zaire)
- Kz 10.000 – Grutas do Zenzo (Uíge)
Para garantir maior durabilidade, as novas cédulas serão fabricadas com substrato de polímero, material mais resistente do que o papel convencional. Esse modelo promete reduzir custos de reposição e melhorar a segurança contra falsificação.
Impacto na Economia e Perspectivas Futuras
O BNA realizou um concurso internacional para a produção das novas notas, com participação de empresas da Alemanha, Rússia e Estados Unidos. Essa medida reforça o compromisso do governo angolano com a modernização da economia e o fortalecimento da moeda nacional.
Apesar dos desafios, o futuro do kwanza dependerá das estratégias econômicas adotadas para estabilizar a inflação, diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo. Com reformas estruturais eficazes, Angola pode fortalecer sua moeda e garantir um ambiente econômico mais equilibrado para seus cidadãos.
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